Actualidades e curiosidades sobre a freguesia de Sobrado - Valongo
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
A floresta é um bem de todos

Divagando pela internet descobri este texto na Wikipédia ( enciclopédia online). Dadas as últimas acções em terras sobradenses, perpetuadas por quem, em teoria deveria preservar o meio ambiente, achei que este texto tem todo o sentido. Assim passo a publicar aquilo que mais me chamou a atenção.

 

Abate de árvores

O problema associado ao abate de árvores é o abate desregrado e desenfreado e a ambição pelas áreas ardidas e matéria-prima. Se após o abate de árvores o terreno for abandonado, a reposição do equilíbrio pode demorar décadas, ou mesmo milénios. Se não forem tomadas medidas drásticas, cerca de um sexto das florestas mundiais desaparecerá até 2030.

a) Para urbanização As árvores são abatidas para construção de habitações, zonas de lazer (por exemplo, estâncias de golfe ou caça grossa) ou estâncias turísticas, muitas vezes sem um projecto de impacte ambiental devidamente formulado.

b) Para construção de infra-estruturas Se a urbanização provoca grandes danos na floresta, a construção de barragens, diques, estradas, pontes, etc. também pode levar a um desequilíbrio, algumas vezes irreversível, na floresta. A título de exemplo, na albufeira do Alqueva foram abatidas 1 milhão e 340 mil árvores: 544 mil azinheiras, 34 mil sobreiros, 133 mil oliveiras e mais de 100 mil árvores ribeirinhas (amieiros, salgueiros e freixos). Milhares de hectares de montados, áreas de azinhal reliquial, áreas de matagal mediterrânico e mais de 200 km de galerias ripícolas (vegetação ribeirinha) foram destruídos, locais onde existiam espécies únicas!

c) Para uso da matéria-prima A sobre-exploração da matéria-prima proveniente de certas espécies (como é o caso da madeira no pinheiro-bravo), para consecutiva utilização na indústria, é um dos principais motivos da desflorestação.

d) Para uso agrícola As árvores são incendiadas ou cortadas para ocupação agrícola, mesmo quando esses terrenos não são adequados para a agricultura. As monoculturas de cereais e outras plantas, para uso humano ou animal, são completamente artificiais, uma vez que resultam da destruição da floresta ((ecossistema natural)

Só acrescentava " por vontades estranhas a qualquer uma das hipóteses acima referidas".

Implicações ambientais:

A nível ambiental, o declínio florestal em Portugal diminui a biodiversidade, pondo algumas espécies em perigo e levando a que outras desapareçam por completo do nosso país.

As áreas que sofreram desflorestação rapidamente se tornam áridas, impedindo que as espécies nativas se "reinstalem" na região, dando lugar a vegetação de baixo porte ou à propagação de espécies de crescimento rápido, como é o caso do eucalipto. Por fim, a emissão de dióxido de carbono será maior, e também menor será o dióxido de carbono fixado pelas plantas e no solo, já que não existirão plantas para fazer a remoção do dióxido de carbono da atmosfera para a floresta.

A destruição da floresta leva ao desaparecimento da fauna e da flora dessa região, a uma elevada erosão do solo desprotegido, a uma modificação das bacias hidrográficas muitas vezes com grandes prejuízos materiais e mesmo de vidas humanas.

As alterações sofridas

A floresta portuguesa é característica de um clima mediterrânico e, em tempos idos, era constituída em larga escala por espécies como o carvalho-alvarinho, Quercus robur, o castanheiro, Castanea sativa, a azinheira, Quercus rotundifolia, o sobreiro, Quercus suber, o medronheiro, Arbustus unedo e a oliveira, Olea europaea sativa. Dessas áreas restam manchas florestais e das espécies apenas pequenas zonas ou núcleos. Da zona vegetal primitiva portuguesa resta a mata do Solitário, na Arrábida. Em todo o país, ao longo dos tempos, a floresta foi degenerando em matagal (maquis) ou charneca (garrigue), ou então sendo substituída pelo pinheiro-bravo, Pinus pinaster (30% da floresta) ou pelo eucalipto branco, Eucalyptus globulus (20% da floresta), que foram propagados em larga escala nos inícios do século XX.

O texto pode ser consultado na integra aqui http://pt.wikipedia.org/wiki/Floresta_portuguesa


sinto-me:

publicado por estoriasdaminhaterra às 11:03
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2 comentários:
De daplanicie a 18 de Outubro de 2007 às 12:49
E, ainda assim, apesar de todos os estudos e conclusões do óbvio, continua a haver muito poucas preocupações ecológicas e ambientais continuando a verificar-se cada vez mais a destruição de zonas verdes para construção desenfreada. Onde iremos parar?!


De estoriasdaminhaterra a 18 de Outubro de 2007 às 15:01
O texto transcrito é fruto da minha consternação contra o abate ( já executado) de árvores numa escola da minha terra. De nada valeu a vontade dos docentes e de algumas pessoas da comunidade local contra o abate. A Camara de Valongo, que até já ganhou prémios de conservação e preservação da natureza, ordenou e executou o abate das árvores.
Infelizmente por aqui ainda há quem brinque às ecologias só para mostrar que é moderno!


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